Estreias

As roupas, os carros e os cenários de O Agente da U.N.C.L.E. vão levar-te aos anos 60

23 Agosto 2019

O Agente da U.N.C.L.E. (2015) é a adaptação de Guy Ritchie da série homónima dos anos 60, que relatava as aventuras de Napoleon Solo e Illya Kuryakin, um americano e o outro russo, unidos para combater as organizações criminosas mais malvadas de sempre. Agora, no séc. XXI, Ritchie trouxe-nos de volta os dois espiões, muitos mais charmosos, perigosos e pros em, bem… espionagem. Mas o que ficou do original foi o charme dos anos 60, que Ritchie e toda uma equpa de fotografia, guarda-roupa, cenário e produção conseguiram recriar e superar. Se és fã dos swinging sixties, vais adorar este novo O Agente da U.N.C.L.E..

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O cenário é a Europa da Guerra Fria e os protagonistas são-nos apresentados logo nos primeiros minutos cheios de adrenalina: Napoleon Solo, charmoso e interpretado por Henry Cavill, Illya Kuryakin, focadíssimo e interpretado por Armie Hammer, e Gaby, uma jovem que se vai ver metida num grande imbróglio, interpretada por Alicia Vikander. Os dois espiões vão tentar recrutar Gaby, cujo pai, que é um génio da química, foi raptado pela vilã mais estilosa de sempre, Victoria Vinciguerra, para construir uma bomba atómica. Depois disto, há voltas e mais voltas, mas o que se mantém ao longo de todo o filme é a atenção ao detalhe, que faz com que tudo o que vemos esteja perfeitamente alinhado com os anos 60 que temos no nosso imaginário.

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O guarda-roupa foi minuciosamente estudado para se adequar a cada uma das personagens, nunca deixando de estar perfeitamente inserido na moda da época. Joanna Johnston, a responsável pelo guarda-roupa, fez um trabalho de pesquisa que durou meses e que envolveu falar com os atores, conhecer as histórias das personagens e perceber como seria possível destacá-las em cada cena. Desde peças originais dos anos 60 (óculos de sol, relógios, sapatos ou vestidos) até peças atuais, mas que misturadas com peças de época se camuflam, passando por criações próprias, o seu trabalho de imaginação foi incrível. Assim, Illya, um russo que se quer fazer passar por arquiteto, usa golas altas (que são também uma homenagem à série original), casacos de camurça e calças discretas; Solo, um britânico que finge ser colecionador de arte, só veste fatos completos feitos nos melhores alfaiates. Mas o filme é mesmo das mulheres, que brilham em cada um dos seus outfits. Gaby, a jovem ingénua que é apanhada na trama provocada pelo pai e que tem de fingir estar noiva de Illya para conseguir chegar até ele, veste roupas divertidas e práticas, próprias de alguém que está do outro lado do muro pela primeira vez na vida. Já Vitoria Vinciguerra, a nossa vilã, tem um guarda-roupa composto por preto e branco, jóias caras e pesadas e saltos altos que fazem claque-claque no chão dos melhores hotéis.

Oliver Scholl foi o responsável pela escolha das localizações e pelos cenários. Uma vez que era necessário que os locais fossem reconhecíveis na generalidade, mas que não parecessem demasiado modernizados, escolheu cidades e monumentos reconhecíveis que há 30 anos não estariam assim tão diferentes. Além deste critério, também foi importante ter acesso a paisagens que pudessem proporcionar cenas de perseguição e de espionagem interessantes. O objetivo foi sempre filmar em localizações reais e não ter de recorrer a cenários. Por muito incrível que pareça, a equipa de cenografia conseguiu a proeza, mesmo que para isso tivessem de fazer um grande corta-e-cola. Sem spoilers, fica atento à ilha onde se passa o ponto alto do filme: aquilo que nos parece ser todo o mesmo espaço é composto por uma fábrica de barcos, um porto napolitano, as cavernas de Nápoles e um forte na ilha de Megaride. É esta a magia do cinema.

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Também os carros, helicópteros, barcos e motas utilizados são vintage, à exceção de um, chamemos-lhe, veículo motorizado, que foi criado de raiz para fazer uma cena cheia de adrenalina. Esta atenção ao detalhe foi ao ponto de terem escolhido um helicóptero Hiller UH12E4, de 1960, o mesmo que Pussy Galore pilota noutro clássico de ação, 007 – Contra Goldfinger (1964).

O ambiente é tudo e se há coisa que O Agente da U.N.C.L.E. tem é ambiente. Entre os detalhes visuais, a história complicada e divertida, as interpretações excelentes e as cenas de ação, aqui no blog do Canal Hollywood achamos que estamos perante um grande filme. Não percas a estreia já no domingo, no teu Canal Hollywood.

  • O Agente da U.N.C.L.E. / 25 domingo, 22:00

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