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Um filme por favor

24 Outubro 2017

Quando temos filhos um filme é um luxo.
Fazemos contas aos 74 minutos da sesta ou do tempo que nos conseguimos manter acordadas, desejosas por encaixar uma Julia Roberts na nossa vida.
Comemos, oramos e amamos [à pressa] para o único momento em que será para nós.
Longe vão os tempos em que via 353 vezes seguidas o Música no coração e sonhava ter 6 irmãos. Em que me escondia da minha mãe para ver a parte da vida paralela dos empregados do resort do Dirty Dancing e quantos saltos a minha irmã fez para os meus braços como a Baby. Em que bati os pés no chão e estalei os dedos ao som do Footloose.
Em que pensei que poderia haver mais para além disto com o ET. Em que finalmente consegui dizer “supercalifragilisticexpialidocious”. A Annie!!! The sun wil shine tomorrow mostrou-me que tudo é possível num mundo onde pode haver injustiça.
“Eu sou esta!”,gritava com os meus irmãos quando queríamos ser determinada personagem e nenhuma outra do elenco.
Os não sei quantos Sozinho em casa, Os Goonies, Querida, encolhi os miúdos, Stand by me. E quando quis ser bióloga por causa do Free Willy.
E depois o quanto sonhei que me aparecesse um herói de braços musculados que gritasse “Nobody puts baby in the corner”.
O Big do Tom Hanks e o quanto desejei aquela sala de jogos que ele fez em casa quando era um menino num corpo de adulto.
E quando o Tom Cruise ainda encantava. Top Gun e Cocktail de trás para a frente e pausar a televisão nas suas expressões mais giras. Suspiro. Ou quando o vi, debaixo da cascata, a dar um beijo de língua.
O pânico que nos trouxe O Tubarão cada vez que mergulhávamos no mar. E o inesperado e os arrepios que do Indiana Jones. As parvoíces da Academia de Polícia, do American Pie, e de outros tantos que agora talvez não tivesse paciência para agora rever. O cruzar de pernas da Sharon Stone que só percebi todo o cenário já em adulta. E o Pulp Fiction tão ficção para mim que não fazia ideia que pode ser realidade.
O consolo que me trouxe o Antes do amanhecer e o Depois do anoitecer a curar um desgosto de amor.
Quando temos filhos um filme é um luxo. Passa por nós uma vez e não mais. Mas traz-nos a mesma sensação de sempre. De sermos personagens numa história inventada. De vivermos as maiores aventuras e até tragédias. De sermos inspiradas pelo amor e corrermos para os braços do nosso marido que o tempo e vida não deixam escrever um diário da nossa paixão.
Agora as nossas pausas já não são para observar o galã mas para mudar uma fralda ou acalmar um pesadelo.
Mas a sensação de ver um filme é igual. E de o trazer connosco tão agarrados como se lá vivêssemos.

Obrigada Canal Hollywood.

 

 

Rita Ferro Alvim

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