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Rainhas trágicas: entra nas cortes mais luxuosas pela porta do cinema

12 Abril 2019

O que é fascinante no cinema é mesmo a sua capacidade de nos transportar para outros mundos, dos gangsters aos feiticeiros, dos palácios às cavernas, e por aí em frente. E, porque vivemos a ouvir as histórias de reis e rainhas, hoje deixamos-te entrar nos palácios, castelos e cortes mais faustosas. Todas estas cinco rainhas existiram e garantimos-te que tiveram histórias que não podiam mesmo ser inventadas.

 

Sissi (1955)

Cena do filme Sissi

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Sissi da Baveira, nascida Elisabeth Amalie Eugenie, foi Imperatriz da Áustria e Rainha da Hungria, ao lado do Imperador Franz Joseph I. Conheceu o jovem Imperador aos 16 anos, quando este estava prometido em casamento à sua irmã, e pode dizer-se que foi um caso de amor à primeira vista. Rapidamente se desfez o noivado combinado e Sissi e Franz Joseph ficaram noivos, abrindo uma nova era na Áustria e na Hungria, cujos povos viriam a acarinhar a Imperatriz para sempre. Icónica, Sissi foi uma figura que ainda hoje é venerada e nos anos 50 Ernst Marischka, um realizador austríaco, escolheu Romy Schneider para interpretar a jovem duquesa. O sucesso do filme foi tal que mais dois se lhe seguiram, sendo uma das trilogias de sonho da Europa dos meados do séc. XX, ainda a recuperar dos traumas do pós-guerra.

 

A Rainha Margot (1994)

Cena do filme A Rainha Margot

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Margaret de Valois ficou conhecida para a história como Rainha Margot, nome que lhe foi dado por Alexandre Dumas. Foi talvez uma das rainhas mais trágicas da história europeia, tendo tido o grande azar de ser o peão num jogo perigoso: unir os católicos e os huguenotes no seu casamento com Henrique III de Navarra. Este casamento, que ela sempre recusou, foi manchado pelo Massacre de S. Bartolomeu, a matança sanguinária dos huguenotes por parte dos católicos, que ocorreu uns dias depois da cerimónia. A Rainha Margot é uma versão destes dias tensos e escuros da história francesa e foi aclamado como um corajoso filme histórico, que se atrevia a revisitar um período negro na história europeia. Vencedor de cinco Césars e dois prémios em Cannes, é também a história apaixonante de uma mulher inteligente e instruída além do seu tempo.

 

Joana – A Louca (2001)

Cena do filme Joana A Louca

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Joana de Castela, filha dos reis católicos, foi obrigada casar com Filipe, o Belo, por quem se apaixonou no primeiro encontro. O futuro fez das suas e, depois da morte do seu irmão e do sobrinho, Joana viu-se rainha de Castela e Aragão. Mas o seu pai e o marido conspiraram contra ela e os rumores de que era louca levaram a que conseguissem que fosse afastada do trono pelas cortes, que a exilaram em Tordesilhas. Esta versão cinematográfica da sua vida é um grande filme histórico, que mostra bem como os interesses políticos e as traições sistemáticas do marido levaram uma das rainhas mais inteligentes da Europa à ruína.

 

Adeus, Minha Rainha (2012)

Cena do filme Adeus Minha Rainha

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Maria Antonieta foi das rainhas mais trágicas na história mundial e ainda hoje é um ícone. Vítima da Revolução Francesa, a sua vida de lazer e luxo chocou uma nação que estava bastante habituada aos hábitos perdulários da nobreza. Adeus, Minha Rainha conta a história do seu amor por Gabrielle de Polignac, uma duquesa de quem se terá tornado amante, e por Agathe-Sidonie Laborde, uma das suas leitoras.  Diane Kruger interpreta uma Maria Antonieta belíssima e presa nas intrigas da corte e duma sociedade francesa cada vez mais reivindicativa e violenta.

 

Um Caso Real (2012)

Cena do filme Um Caso Real

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Um Caso Real conta a história surpreendente, mas verdadeira, do divórcio da Rainha Carolina Matilde da Dinamarca e do Rei Cristiano VII, num processo complexo, que envolvia a luta entre conservadores e iluministas. Educada em Inglaterra, foi casada muito jovem com o primo, que só veio a descobrir ser louco quando se conheceram. De facto, Cristiano VII era uma figura assustadora e dissoluta, que dependia do conselho do seu médico, Johann Friedrich Struensee, para governar. O que se passou foi que a rainha se apaixonou por este homem iluminista e tiveram um caso que veio chocar a sociedade dinamarquesa e mudar a história do país de forma revolucionária. O realizador do filme, Nikolaj Arcel, quis criar uma representação fiel à verdadeira história e conseguiu-o.

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