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O Trailer: a arte de condensar um filme em três minutos

20 Novembro 2018

O trailer, tal como o filme que retrata, é uma arte. Tem de te dar a conhecer a história, mas sem a mostrar demasiado; tem de reforçar os pontos altos, mas sem os desvendar; tem de criar empatia com as personagens; mas não deve fazer-te saber imediatamente quem são. Notoriamente difíceis de desenvolver, os trailers podem estar em produção durante mais de um ano e podem chegar a ter dezenas de versões (muitas vezes para mesmo assim ser usada a primeira).

Uma coisa sobre o trailer que se calhar não sabes: são raras ou inexistentes as vezes em que é o realizador que os cria! Existem empresas especializadas em criar trailers, que o fazem integrando equipas criativas com profissionais de marketing, de branding, de edição e de estratégia comercial. Os trailers são submetidos a grupos de teste, a análises de letra, música, ritmo, etc. Na realidade, o trailer está na linha que separa a peça de arte do produto comercializável.

E, como é óbvio, também os trailers têm modas: os trailers com fade in e fade out; os trailers com versões independentes de músicas pop; os trailers em que há uma nota de piano sempre a pairar para criar tensão; os trailers que têm o button – aquela parte final que surge depois dos créditos para te convencer de que o filme é mesmo engraçado – ou os trailers com o cliché mais conhecido de todos, o voice over, em que uma voz masculina, profunda e ressonante, descreve o filme fantástico a que poderás assistir. Aliás, este último “truque” foi usado tantas vezes, principalmente ali pelos anos 90, que para o documentário Jerry Seinfeld: Comediante (2002), foi desenvolvido um trailer  a gozar com esta voz, recorrendo ao ator de voz mais usado nestes casos:

Também pode acontecer veres cenas no trailer que não vão entrar no filme, mas isto não quer dizer que tenham sido filmadas de propósito: o que acontece é que muitas vezes o trailer e feito bem antes do final cut do filme, com cenas que podem acabar por não encaixar na visão do realizador para o produto final. E é também por esta razão que por vezes os trailers acabam por ser os maiores spoilers – são montados antes das filmagens acabarem e muitas vezes os editores do trailer nem viram o filme. No entanto, e também como curiosidade, em alguns filmes, principalmente em blockbusters como Os Vingadores: Guerra Infinita (2018), as imagens são editadas e manipuladas de forma a que o trailer engane os espectadores, mantendo assim em sigilo os segredos do enredo do filme.

Hoje em dia o trailer tem um impacto enorme na indústria cinematográfica, graças ao boom do Youtube, à partilha de vídeos e às redes sociais digitais. Os trailers acumulam milhões de visualizações em apenas algumas horas e, muitas vezes, isso pode mesmo prever o sucesso comercial de um filme. Em 2013, Os Vingadores: Era de Ultron (2014) conseguiu 35 milhões de visualizações num dia, número que foi considerado um recorde com poucas probabilidades de ser ultrapassado, mas até hoje, esse recorde já foi batido 20 vezes. No momento de escrita deste artigo, o recorde continua com a Marvel Studios: 230 milhões de visualizações do primeiro trailer oficial d’ Os Vingadores: Guerra Infinita.

Agora, sempre que assistires a um trailer vais vê-lo como aquilo que realmente é: um mix entre um anúncio, um sneek peek, um golpe de marketing e o resultado de muitos meses de trabalho.

 

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