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Fica a conhecer as caras por detrás dos grandes monstros do cinema

23 Maio 2019

O nosso imaginário de terror tem sido sempre polvilhado pelos grandes monstros do cinema: Frankenstein, Drácula, a Múmia, Samara, e por aí fora. Se virmos uma ilustração de qualquer um deles, reconhecemo-lo logo, não é? Se ouvirmos a sua voz, se virmos alguém mascarado, reconhecemo-los. Se nos mostrassem as caras por detrás dos monstros, será que sabíamos quem eram? Há uns mais fáceis que outros, mas, no geral, se calhar não consegues juntar dois mais dois e ver claramente que estes monstros são pessoas como nós, e que a maquilhagem, a música e a câmara são o que os transformam no material de que os pesadelos são feitos.

 

Boris Karloff – Frankenstein, o homem que criou o monstro (1931)

Não há Frankenstein como o primeiro, não é aquilo que se costuma dizer? Embora já tivesse sido adaptado ao cinema três vezes, a versão de James Whale foi a primeira em cinema falado, e foi aquela que deixou o grande monstro na nossa memória para sempre. Boris Karloff já tinha 44 anos quando foi escolhido para o papel, uma sorte que deve ao facto de Bela Lugosi (o eterno Drácula) ter recusado. Com um rosto marcante e uma capacidade para inspirar pena e solidariedade, mesmo quando interpretava os maiores monstros do cinema, Boris Karloff viria a ter uma longa carreira no cinema de terror. Desde A Múmia (1932), a O Corvo (1935), passando por O Túmulo Vazio (1945), foram muitos os papéis que assumiu para nos aterrorizar de todas as formas possíveis, mas será sempre Frankenstein, numa maquilhagem que demorava quatro horas a colocar e que era composta maioritariamente por algodão, goma e tinta verde.

 

Bonnie Aarons – The Conjuring 2 – A Evocação (2016)

Se a Freira de The Conjuring 2A Evocação ainda hoje assombra os teus piores pesadelos, então vais gostar de saber que Bonnie Aarons, a atriz que lhe dá corpo, é uma pessoa perfeitamente normal. Quando lhe disseram que nunca iria ser ninguém no mundo cinema por causa do seu aspeto físico (principalmente por ter um nariz grande), Aarons decidiu mudar-se para a Europa, onde participou numa série de filmes independentes. Daí a ter-se tornado num dos mais famosos monstros do cinema foi um saltinho, mas deu para encarnar outra personagem que ainda hoje nos arrepia também – o vagabundo de Mulholand Dr. (2001). De resto, o nariz acabou por vir a revelar-se o seu ponto forte, uma vez que é o ponto central da maquilhagem aterradora de Valak, o demónio que possuiu uma freira na Roménia dos anos 50 e agora nos assombra um bocadinho todas as noites.

 

Daveigh Chase – The Ring – O Aviso (2002)

Samara foi a miúda responsável pelos saltos assustados que todos damos ao ouvir o barulho de estática na televisão. Aquela face arreganhada, o cabelo escorrido e a tendência para matar quem se encontrar com ela, fazem dela uma visita muito indesejada. Mas a verdade é que Samara é apenas uma das muitas personagens interpretadas por Daveigh Chase, uma rapariga perfeitamente normal que conheces de outro filme nada assustador. Pois é, Chase é Lilo em Lilo & Stitch (2002) e Samantha em Donnie Darko (2012). A atriz, que hoje em dia se afastou do estrelato e se dedica a outros projetos, chegou a ganhar um prémio de Melhor Vilão, mas garantimos-te que tem um currículo muito variado. Conhece a sua verdadeira face em filmes como Yellow (2012) e American Romance (2016).

 

Robert Englund – Pesadelo em Elm Street (1984)

Freddy Krueger é dos monstros do cinema mais famosos de sempre. A blusa às riscas vermelhas e pretas, a luva com lâminas, o chapéu preto e a capacidade para entrar nos sonhos dos adolescentes e matá-los durante o sono fazem dele um vilão particularmente assustador. Mas Robert Englund é tudo menos assustador. Treinado em teatro inglês, o ator nunca pensou vir a tornar-se numa cara tão reconhecidas por tantas gerações. De Shakespeare a Freddy Krueger vai um grande passo, mas não podemos deixar de reconhecer que não conseguimos imaginar mais ninguém a assombrar os sonhos dos habitantes de Elm Street. Apostamos que nunca o reconhecerias se o visses na rua.

 

Gary Oldman – Drácula de Bram Stoker (1992)

Da mesma forma que Karloff será sempre Frankenstein, Bela Lugosi será sempre Drácula, mas temos de dizer que Gary Oldman não lhe ficou atrás na versão de Francis Ford Copolla. Graças a um trabalho de caracterização minucioso, que nos permite sempre ver a cara do ator e as suas expressões, o Drácula de Coppola é uma criatura tão aterradora quanto fascinante. Se sempre achaste que tinham trabalhado com outro ator nas cenas que envolvem grandes transformações físicas, enganas-te: Gary Oldman interpretou todas as encarnações do monstro obcecado por sangue, desde o ancião, de cabelo branco e kimono (Oldman rapou a linha do cabelo para esta versão), até ao homem-lobo e ao morcego. Assustador? Muito!

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