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Cinema pelo Mundo: encanta-te com animações vindas de todo o globo

25 Julho 2019

O cinema de animação tem um encanto singular. As personagens não são reais, mas podiam ser e, por vezes, tornam-se mesmo autênticas aos nossos olhos – e a todos os outros nossos sentidos – pelas sensações que nos provocam. Se gostas de emoções fortes e de animação este é um artigo que te interessa. As nossas escolhas são de cinema pelo Mundo, com histórias fantásticas de todos os continentes. A maioria não é para crianças, nem é muito “animada” no sentido literal da palavra, mas garantem momentos emocionantes, como se de pessoas de carne e osso se tratassem.

 

O Túmulo dos Pirilampos (1988), Japão

O Túmulo dos Pirilampos, do realizador japonês Isao Takahata, é uma experiência emocional tão poderosa que força a repensar a animação. Este é um poderoso filme dramático, que por acaso é animado, considerado por pelo crítico Ernest Rister como “o filme de animação mais profundamente humano que eu já vi”. A história, baseada no romance semiautobiográfico de Nosaka Akiyuki, é simples e retrata a luta de dois irmãos – de um rapaz (Seita) de 14 anos e da sua irmã (Setsuko) de 4 -, para sobreviver no Japão durante a Segunda Guerra Mundial, na cidade portuária de Kobe, desalojadas pelas bombas. São vários os momentos de grande beleza, como a noite em que os irmãos vão apanhar pirilampos para iluminar a sua caverna ou quando Setsuko prepara o “jantar” para o irmão usando lama para fazer “bolinhos de arroz” e outras refeições imaginárias.

 

Mary and Max (2009), Austrália

Do reputado realizador Adam Elliot, Mary and Max é um filme australiano, em Clay Animation, que junta duas pessoas improváveis, de dois mundos diferente, numa história sobre uma amizade incomum. “Por vezes os estranhos podem transformar-se nos nossos melhores amigos” é a mensagem desta animação, que retrata Mary Dinkle uma menina australiana de 8 anos, e sem amigos, que decide escolher um nome e um endereço numa lista de telefónica e enviar uma carta. Ele é Max Horowitz, um homem obeso com Asperger, que vive sozinho em Nova Iorque. Assim começa uma correspondência de 20 anos em que cada um apoia o outro e mostra novas perspetivas de ver a vida. O seu género humor negro/drama não é indicado para crianças, pois são abordados temas como sexo, pedofilia, depressão, suicídio, religião, prostituição, alcoolismo, entre outros.

Mary and max

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Ernest & Célestine (2012), França e Bélgica

Dos criadores de Belleville Rendez-Vous (2003) e Uma Viagem ao Mundo das Fábulas (2009), Ernest & Célestine foi aclamado pelo público e pela crítica como “uma inesquecível peça de animação (Indiewire), e “um dos mais bonitos filmes de animação dos anos mais recentes” (Le Monde). Curiosamente, é também sobre uma inesperada, intensa e comovente amizade, a de Célestine, uma ratinha que vive num orfanato e cuja missão é recolher dentes no mundo dos ursos, e Ernest, um urso solitário, rabugento, egoísta, pobre e esfomeado. Trata-se de uma clássica animação desenhada à mão contra um fundo parisiense pitoresco que é preenchido com um ambiente de grande divisão humana e fortes referências sociais. No coração deste conto maravilhoso – baseado na série de livros infantis com o mesmo nome publicados pelo autor e ilustradora belga Gabrielle Vincent – há uma história cativante de amizade verdadeira que acontece contra todas as probabilidades.

ernest and celine

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Coraline e a Porta Secreta (2009) – Estados Unidos da América

Coraline é um verdadeiro “pesadelo” em stop-motion para a criança perdida que existe em todos nós. Escrita e realizada por Henry Selick, esta é uma obra assombrosa, subtil e sofisticada, baseada no romance de Neil Gaiman, e que conta a história de uma menina chamada Coraline, de 11 anos, que atravessa uma porta secreta, na sua nova casa, e descobre uma versão alternativa da sua própria vida. À primeira vista, esta realidade paralela é estranhamente parecida com a sua, mas muito melhor. Porém, quando a maravilhosa aventura começa a tornar-se perigosa, Coraline dependerá da sua determinação e coragem, da cumplicidade dos vizinhos e de um gato preto que fala para salvar os seus verdadeiros pais, algumas crianças-fantasma e ainda conseguir regressar a casa.

 

Virus Tropical (2017) – México

Adaptado das memórias da novela gráfica da cartoonista colombiana-equatoriana Power Paola, e realizado por Tiago Caicedo, Virus Tropical é um sopro de ar fresco no panorama atual porque é um filme animado, estrangeiro (não americano), e com uma visão feminina, que também aborda temas como a distância, a maturidade, a idade e a luta pela independência. Paola é a personagem principal, que nasce numa tradicional família colombiana, filha de um padre e de uma mãe que lê mentes. É uma jovem latino-americana que luta por sua independência num contexto difícil, cheio de estereótipos. Virus Tropical é também um filme que nos convida a testemunhar um retrato nostálgico de uma família desfeita.

virus tropical

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Zambézia (2012) – África do Sul

Zambézia é talvez o mais “animado” filme desta lista. Realizado por Wayne Thornley, esta aventura e comédia retrata a vida de Kai, um jovem falcão que abandona o seu pai super-protetor e o conforto do lar para seguir seu destino e encontrar cidade de origem de seus ancestrais. Foi classificado pela Motion Picture Association of America como General Audiencies (filme para todas as idades), o quinto atribuído na década de 2000.

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