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Cenografia – conhece os criadores dos mundos que enchem o teu ecrã

23 Fevereiro 2018

Imagem da Rubrica Nem So de Estrelas E Feito um Filme

Hoje gostávamos de falar contigo sobre cinematografia, ou a arte de criar os cenários e os ambientes dos filmes que nos fazem mergulhar totalmente no ecrã. Já alguma vez viste um filme e pensaste que era tudo tão realista que parecia que estavas lá dentro? É sinal que o diretor de cenografia e as dezenas de pessoas da sua equipa estão de parabéns. O responsável pelos cenários tem que saber um pouquinho de tudo: história de arte, arquitetura, decoração, engenharia, efeitos especiais, e a lista continua. No fundo, a cenografia é a base de toda a ação e muitas vezes implica literalmente criar mundos novos.

Fica a conhecer cinco dos nossos favoritos diretores de cenografia e revê os filmes que os tornaram famosos.

 

Catherine Martin

Elenco de Moulin Rouge

Oscars: 4

Catherine Martin é, muito mais do que a sua mulher, a colaboradora mais fiel de Baz Luhrmann. Trabalham sempre em conjunto e é ela a responsável pela cinematografia e guarda-roupa dos filmes megalómanos que o australiano gosta de criar. Responsável pelos mundos incríveis de Moulin Rouge (20011) e O Grande Gatsby (2013), por exemplo, Martin é a mágica dos cenários. Moulin Rouge foi todo filmado nos estúdios da Fox Studios Australia, onde a equipa conseguiu criar um cabaret a partir do nada. O detalhe foi tanto que o elefante que vês no filme teve vários modelos, incluindo em escala total. Para adaptar O Grande Gatsby para o cinema, Martin e a sua equipa construíram mais de 40 sets em apenas 14 semanas, todos com detalhes incríveis.

 

Adam Stockhausen

Cena do filme Moonrise Kingdom

Oscars: 1

The Darjeeling Limited (2007), Moonrise Kingdom (2012) e Grand Budapest Hotel (2014) têm todos o mesmo diretor de cenografia: Adam Stockhausen. Com um olho para o detalhe, é ele o principal responsável pelos cenários minuciosos que podes ver nestes filmes. Stockhausen está presente em todo o processo, desde a repérage à escolha dos elementos de decoração do cenário. Mas não penses que podes meter este diretor de cenografia numa caixa: trabalhou noutros filmes importantes e muito diferentes do imaginário peculiar de Anderson. Aliás, garante até que trabalhar em filmes como Moonrise Kingdom ou 12 Anos Escravo (2013) é, fundamentalmente, a mesma coisa: o que importa é criar uma ilusão que seja real.  Ora aí está uma boa descrição de cenografia.

 

John Myhre

Cena do filme Memorias de Uma Gueixa

Oscars: 2

E a provar aquilo que Stockhausen disse, queremos falar-te de John Myhre, o homem que em 14 semanas construiu o hanamachi de Quioto para o filme Memórias de Uma Gueixa (2005). Com uma equipa de 150 pessoas construiu dezenas de prédios de três andares, um rio, ruas e avenidas, e tudo nos estúdios da Fox. Myhre é um dos artistas mais respeitados em Hollywood e é conhecido pela sua versatilidade: desde musicais a grandes épicos, é um dos favoritos quando o que se quer é um filme que salte do ecrã. Não acreditas? Ora vê só este currículo: montou a corte inglesa do séc. XVII em Elizabeth (1998), criou os cenários inspirados nos musicais da Broadway em Chicago (2002) e fez surgir mares, navios e ilhas tropicais em Piratas das Caraíbas – Por Estranhas Marés (2011).

 

Rick Carter

Cena do filme Avatar

Oscars: 2

Rick Carter tem uma lista de filmes impressionante, desde Parque Jurássico (1993) a Star Wars: O Despertar da Força (2015). Mas o seu filme mais impressionante é mesmo Avatar (2009), onde mostrou que, definitivamente, é ele o diretor de cenografia indicado para quem quer fazer um filme com uma visão que vai além daquilo que se conhece. Em conjunto com James Cameron, foi ele que ergueu a lua de Pandora, onde toda a ação se passa, um feito nunca antes vistos na área dos efeitos especiais.

 

 

Dante Ferretti

Cena do filme Cinderela

Oscars: 3

Dante Ferretti começou a carreira como assistente em filmes de Pasolini e depois trabalhou durante alguns anos com o lendário Federico Fellini, com quem diz que aprendeu tudo o que sabe sobre cenografia. Ao contrário de Rick Carter, embirra com tudo o que são efeitos especiais e prefere construir os cenários de raiz, até porque assim tem mais controlo sobre os elementos que fazem parte deles. Trabalhou em filmes tão icónicos como O Navio (1983), O Nome da Rosa (1986) e Entrevista Com O Vampiro (1994). Cinderela (2015) foi o seu mais recente filme, com cenários inspirados na arquitetura barroca francesa e italiana. Ferretti tem tanta atenção ao detalhe que, na cena do baile, as 5000 velas de óleo usadas eram verdadeiras e tiveram que ser acendidas à mão.

 

  • O Grande Gatsby / quarta 28 de fevereiro, 13:45
  • Parque Jurássico / quinta 1 de março, 21:30

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