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A caracterização que deixou estes atores e atrizes irreconhecíveis

10 Outubro 2018

Os filmes são ilusões e a caracterização é um dos muitos fatores que nos permite sonhar quando vemos os nossos atores e atrizes favoritos no ecrã. Não podemos passar 90 minutos a pensar que a Angelina Jolie maneja muito bem armas, ou que Johnny Depp fica excelente com um chapéu de pirata – o objetivo da caracterização é fazer-nos esquecer quem está por detrás daquelas roupas e daquela maquilhagem. Mas depois, depois, temos a caracterização que não só altera completamente uma cara como a transforma profundamente numa coisa fantástica e que até aí era irreal. Desde homens bizarros, a macacos humanoides e mutantes, o limite para aquilo em que se consegue transformar um ator ou uma atriz não existe. Ora vê.

 

Jennifer Lawrence em X-Men: O Início (2011)

Jennifer Lawrence como Mystique em X-Men

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Para adquirir aquela saudável tonalidade azul de Mystique no corpo todo, a atriz passava 6 horas a ser maquilhada todos os dias. Além dos prostéticos de latex que eram colados minuciosamente ao corpo, era depois pintada com uma pistola duas vezes e, posteriormente, era pintada ao pormenor para dar volume à pele. E não te enganes: não era mesmo nada confortável. Além de ter de acordar de madrugada para estar no set à mesma hora que os colegas, passava muito pouco tempo relaxada, porque a colocação dos prostéticos exigia que estivesse quase sempre de pé ou em posições, no mínimo, estranhas. A isto chamamos dedicação, embora Jennifer já tenha dito em público que a maquilhagem foi uma das coisas que a fez questionar se queria voltar a representar a mutante mais versátil de X-Men. No resto dos filmes da série conseguiram arranjar uma alternativa, mas parece que não foi mesmo mais fácil, pelo menos no que diz respeito a poder ir à casa de banho à vontade:

 

Benicio del Toro em O Lobisomem (2010)

Benicio del Toro em O Lobisomem

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Rick Baker foi o maquilhador responsável pela transformação total de Benicio del Toro num homem-lobo aterrador, o que lhe valeu um OSCAR™ bem merecido. A maquilhagem demorava três a quatro horas a completar e uma hora a remover, o que significa que Benicio trabalhava mais quatro horas que os colegas todos os dias. Entre a aplicação de prostéticos e a aplicação de pelo a pelo (e um lobisomem é bem peludo), O Lobisomem é um marco nos filmes deste género. Inspirado no original de 1941, O Homem Lobo (e que foi, por coincidência, o filme que o inspirou a começar a sua carreira), Rick Baker construiu uma maquilhagem que se movia com Benicio e que aproveitava os seus traços faciais para ficar ainda mais dinâmica.  O resultado é impressionante, não é?

 

Helena Bonham Carter e Tim Roth em O Planeta dos Macacos (2001)

Tom Roth em O Planeta dos Macacos

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Rick Baker está em todos os filmes em que se pretende que a caracterização seja bastante plástica e que se mova com o próprio ator ou atriz. Foi por isso que Tim Burton o chamou quando decidiu fazer um novo filme da já antiga série O Planeta dos Macacos. O processo foi bastante complicado, principalmente quando sabemos que as macacas tinham obrigatoriamente de ter caras antropomórficas e que “permitissem que um humano se sentisse atraído por elas”. Cada face demorava mais de seis horas a preparar e implicava usar prostéticos nos dentes, nas mandíbulas, na testa, nariz e cabeça.

 

Doug Jones em O Labirinto do Fauno (2006)

Doug Jones em O Labirinto do Fauno

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Uma das caracterizações mais incríveis alguma vez feitas veio das mentes de David Martí e Montse Ribé, que levaram para casa o OSCAR™ com O Labirinto do Fauno. Doug Jones, o ator por detrás do incrível Fauno, passava sete horas em caracterização todos os dias, onde tinha de vestir um fato de latex com módulos computorizados e ao qual eram posteriormente acrescentadas peças e pintado. As orelhas e a cauda eram telecomandadas e as pernas do fausto eram mesmo controladas por Doug, sendo que as suas eram depois removidas digitalmente. Isto pode parecer-te tudo muito desconfortável, mas o ator diz que foi o fato mais maleável que já usou (não te esqueças que já o viste em A Forma da Água (2017) ou Hellboy (2004)). O fato só tinha um senão: o barulho do mecanismo das orelhas a funcionar era tão alto que muitas vezes Doug não percebia que era a sua vez de falar. Vê como tudo funcionava:

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