Crónicas
Rodrigo Gomes
Apresentador de Rádio e Televisão

O legado de Rocky continua a marcar gerações

28 Novembro 2019

Nunca fui grande fã de desportos de combate nem de violência, mas uma boa história é uma boa história, e um bom filme, é um bom filme.

A “quase novela” de Rocky Balboa apaixona-me desde que sou miúdo. Lembro-me de pedir aos meus pais umas luvas de boxe e batom roxo para pintar o olho e me mascarar de Rocky no carnaval. Perdi a conta às vezes que recriei o combate final do Rocky IV (contra o Russo Ivan Drago) no recreio com os colegas da escola.

A maior prova de que a saga Rocky é intemporal, é que tenho um miúdo de 12 anos em casa e ainda há pouco tempo ele quis ver os filmes todos do Rocky de uma ponta à outra.

Viciou nos personagens, vibrou com as reviravoltas, absorveu os valores de vida, revoltou-se contra as injustiças da vida, e claro, inspirou-se com a música do Rocky, que faz levantar a moral de qualquer pessoa.

Resta acrescentar que o Rocky 1 venceu 3 Óscares: melhor filme (ganhou ao aclamado Taxi Driver), melhor realizador e melhor edição.

Mas bom, agora é a vez de Creed!

Interpretado por Michael B Jordan, um dos melhores e mais cobiçados atores da atualidade, Creed conta a história do filho de Apolo Creed, o primeiro rival de Rocky e também, mais tarde, o melhor amigo e treinador do pugilista mais famoso do cinema. Adonis Creed nunca conheceu o pai, que morreu pouco antes dele nascer, e procura Rocky para que este o possa treinar. Rocky aceita treinar Creed ao mesmo tempo que tem de travar uma das lutas mais difíceis da sua vida. Não quero dizer que luta é essa porque dar spoilers é feio, mas vale a pena ver e refletir.

Creed – O Legado de Rocky, estreou exatamente no mesmo dia de Rocky 1, ainda que 40 anos depois, e já é considerado um dos melhores filmes desta saga! Consegue a proeza incrível de ser um spin-off ao mesmo tempo que é uma sequela e traz a mesma magia de sempre. Uma boa história apaixonante, mesmo para quem nunca tenha visto nenhum filme do Rocky.
Claro que, se forem fãs do Rocky como eu, terão a oportunidade de rejubilar com alguns easter eggs e referências durante o filme e fazer uma viagem ao passado emocionante.

Uma história que também é nossa, ou não fosse o Rocky parte do imaginário comum da humanidade desde 1977.

É obra e está viva e pulsante.

 

Rodrigo Gomes

 

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