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Como aconselhar um filme sem spoilers?

5 Agosto 2019

Uma arte pouco presente em muitos. Deviam existir workshops de como aliciar uma pessoa a ver um filme sem estragar a magia do mesmo. Garanto-vos que praticamente todos os meus amigos iam receber uma entrada para esse workshop no seu aniversário.

Mas, agora, cabe-me a mim tentar manusear essa arte.

Vejamos Shutter Island (2010). Um filme de Martin Scorsese protagonizado por Leonardo DiCaprio, com Mark Ruffalo e Ben Kingsley. Está vendido? É natural que sim. De qualquer das formas ainda não acabou.

Trata-se de um thriller psicológico passado num hospital psiquiátrico, onde nada acontece por acaso, e tudo está planeado frame a frame. Recheado de enigmas, anagramas, é um mistério do início ao fim. Se não nos sentirmos perdidos e enganados pelos nossos sentidos a todo o momento, é porque não estamos a ver o filme como deve ser.

Paralelamente à narrativa principal, acompanha-nos a história do passado do protagonista que nos conecta com ele de imediato.

Muita gente diz que eu sou louco (em parte até percebo…), agora, o problema não está em ser considerado louco por meros amigos, enquanto se conspira a ver um episódio de X Files (1993), mas sim em ser considerado clinicamente demente (eu ainda não fui, calma… estou a tentar provar um ponto). A partir do momento em que alguém é considerado louco, tudo o que essa pessoa fizer ou disser para tentar provar o contrário será usado como uma prova da sua loucura!

(Deixo para reflexão)

Basicamente, é este o terror que o realizador consegue causar nas nossas cabeças durante duas horas e pouco. Neste filme, a perspectiva é chave, o ponto de vista. Eu próprio duvidei de mim enquanto espectador e enquanto homem lúcido.

Mas esta obra de arte foi feita para ser vista mais do que uma vez, um pouco como a “Bohemian Rhapsody” dos Queen. Por mais vezes que a tenha ouvido (e ouvi provavelmente quinhentas), descubro sempre algo novo, algum pormenor que não tinha chegado aos meus ouvidos nas outras 499 vezes.

Este filme relembra-nos o poder da nossa mente, que nos permite ignorar o que está mesmo em frente aos nossos olhos. Vão ver. Se já viram, vejam outra vez.

E cuidado a com as conclusões precipitadas.

 

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