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Se gostas de épicos Cloud Atlas é o filme que te faltava ver

17 Janeiro 2018

Cloud Atlas (2012) é um filme sobre muitas histórias e ao mesmo tempo uma história com múltiplos filmes no seu interior, não fosse a multiplicidade de acontecimentos de que somos alvo quando o vemos pela primeira – ou mesmo pela enésima vez. Esta definição pode parecer parca e estranha, mas Cloud Atlas é mesmo isso: um sítio onde as histórias se intrincam, juntas, logo desde o início, com algumas dessas conexões a pareceram-nos óbvias e outras nem tanto. Por isso, não te sintas incomodado se, no fim, a tua cabeça for assaltada por tantas questões que nem vais ter tempo de as discutir todas nesse mesmo dia.

Cena de Cloud Atlas

But, first things first. O enredo. Passado em cronologias diferentes, o filme transporta-nos para lá e para cá, entre os movimentos abolicionistas dos Estados Unidos do século XIX; a vida de um compositor genial e de um outro mais velho que lhe tenta roubar uma melodia; a história de uma jornalista nos anos 70, na sua tentativa de desvendar um intrincado esquema criminoso numa central nuclear; um autor que atira um crítico de um telhado só por causa de uma opinião negativa; uma Coreia do futuro, com uma nova forma de escravatura, com gente obrigada a trabalhar em cadeias de fast-food; a, por fim, uma civilização que regrediu para se assemelhar à nossa pré-história.

Cena do filme Cloud Atlas

Cloud Atlas é sobretudo sobre reencarnação, isto é, a forma como as almas de Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant, Susan Sarandon, Jim Broadbent ou Hugo Weaving – para nomear apenas alguns – viajam por personagens tão diversas, num interessantíssimo trabalho camaleónico, tornando-se melhores ou piores pessoas. E, por isso mesmo, mais reais aos nossos olhos.

 

Num argumento das, hoje em dia, irmãs Wachowski (Trilogia de Matrix, por exemplo), tendo por base o notável romance homónimo de David Mitchell, Cloud Atlas é múltiplo em símbolos e detalhes – como a marca de nascença que as personagens carregam – e é exatamente por isso que não vais querer deixar de vê-lo e, como nós, sentir-te por ele arrebatado do início, ao fim. Sejam eles quais forem.

 

  • Cloud Atlas / domingo 21, 22:00

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