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Keanu Reeves: o homem que nunca envelhece faz cinema há 35 anos

23 Julho 2019

Dizem que o tempo voa, mas Keanu Reeves não se pode queixar. Aos 54 anos e 35 de cinema, é ele que voa sobre o tempo. O homem que nunca envelhece está também a passar por um dos melhores momentos da sua carreira. Um site na internet intitulado Keanu Is Immortal, defende mesmo que o ator é imortal.
São várias as teorias que “provam” a eternidade de Keanu Reeves, alegando os autores deste portal e também página no Facebook, que este assumiu no passado a forma de várias identidades, nomeadamente de Carlos Magno (748-814) e Paul Mounet (1847-1922) – vale a pena espreitar para ver as imagens que mostram as semelhanças!
Outra justificação para a sua imortalidade é que a sua bondade só poderia ter sido adquirida por alguém que já tivesse experienciado uma vida longa e sábia.

 

John Wick (2014)

John wick

Fonte da imagem

Teorias e esoterismos à parte, a verdade é que Keanu Charles Reeves se tem dedicado desde há muitos anos a ações filantrópicas, doando milhões de dólares a hospitais pediátricos, bem como a outras causas solidárias.
Estas atitudes generosas e o facto de ser apelidado por muitos de “um ser humano incrível”, impulsionadas pelo sucesso recente como protagonista de John Wick (cujo terceiro filme da saga estreou em maio deste ano) levaram os fãs a unir forças nas redes sociais criando uma petição para que Keanu Reeves seja eleito A Pessoa do Ano 2019 pela revista Time.
O movimento, criada por Jackson Beem, já ultrapassou o objetivo das 150 mil assinaturas.
Beem alega que o ator faz “coisas fantásticas em prol dos outros sem pedir nada em troca”, usando no texto da petição adjetivos como “saudável” e “vivo”, termos que assentam que nem uma luva ao libanês, cujo primeiro nome (Keanu) significa “brisa fresca sobre as montanhas” em havaiano.

Carreira marcada pelos conceitos do “tempo”, da vida e da “imortalidade”

A sua carreira nem sempre teve o mesmo fulgor, mas, curiosamente, foi sempre marcada pelos conceitos do “tempo”, da “vida”, do “futuro e passado” e da “imortalidade”.
Após alguns papeis secundários, Reeves conseguiu o seu primeiro sucesso como Ted Logan em A Fantástica Aventura de Bill e Ted (1989), um filme sobre uma viagem no tempo que se tornou um fenómeno cultural.
Nos anos seguintes, o ator tentou superar o estigma de Ted com filmes de elevado nível, entre os quais Drácula de Bram Stoker (1992), de Francis Ford Coppola, um hino ao amor, que nunca morre. Reeves desempenha o papel de Jonathan Harker, um jovem advogado que é enviado para uma vila sombria nas brumas da Europa Oriental, e que acaba capturado por vampiros.

 

 

Dois anos depois, o discreto ator transforma-se numa estrela do cinema de ação com o lançamento do filme Speed- Perigo a Alta Velocidade (1994). O seu sucesso marcou uma era de cinco anos em que alternou entre filmes de menor importância e grandes obras cinematográficas, entre as quais O Advogado do Diabo (1997), onde volta a ser um advogado que mergulha num mundo surreal e demoníaco de luxúria, tentação e vaidade, contracenando ao lado de atores como Al Pacino ou Charlize Theron.

 

 

Mas foi com a aventura cibernética dos irmãos Wachowski, Matrix (1999), que viu a sua carreira consagrada. É quase impossível imaginar o filme sem Keanu Reeves, porém este nunca recebeu um OSCARTM.

 

 

Desde o final da trilogia de Matrix, que o ator dividiu o seu tempo entre o mainstream e o indie, com sucessos como A Casa da Lagoa (2006) que, mais uma vez, retrata o tempo. O filme é sobre duas pessoas que se correspondem ao longo do tempo através de uma caixa de correio. Kate (Sandra Bullock), médica, consegue contar a Alex (Keanu Reeves), arquiteto, o que acontece no futuro. Alex pode experimentar coisas que Kate experimentou no passado.

 

 

Os fãs de Matrix voltam a reviver o género com metragens como Constantino (2005) ou o filme animado A Scanner Darkly – O Homem Duplo (2006), onde Keanu desempenha o papel de um detetive num futuro não muito distante, que se envolve com uma nova droga perigosa e começa a perder sua própria identidade.

 

 

47 Ronin (2014)

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Mais recentemente, o épico 47 Ronin – A Grande Batalha Samurai (2013), onde é contada a história de um grupo de samurais que partiu para vingar a morte e a desonra de seu mestre nas mãos de um xogum implacável, assinala o regresso de Keanu Reeves como protagonista de filmes de ação e aventura.

Em 2014, Keanu é herói no filme de vingança e de ação John Wick (2014), que se tornou popular entre os críticos e o público. Voltou ao papel em 2017, elevando o personagem a um nível icónico. Já em 2019, e num terceiro filme, o super-assassino John Wick (2019) regressa em fuga e com a cabeça a prémio pelo valor de 14 milhões de dólares.

 

 

No meio da triologia John Wick, Réplicas (2018) volta a tocar no tema da vida e da morte. William Foster (Keanu Reeves) é um neurocientista genial que tenta ressuscitar aqueles que perdeu, criando secretamente clones dos corpos da família.

Em 35 anos, Keanu Reeves nunca ganhou um OSCARTM mas pode bem vir a ganhar o título de “um dos homens mais bonitos do mundo, que é também bonito por dentro”, pela sua constante celebração da vida, generosidade e altruísmo.

  •  47 Ronin – A Grande Batalha Samurai / 27 sábado, 22:25

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