Atualidade

Depois da polémica dos OSCARS™ fica a conhecer estas mulheres realizadoras

15 Fevereiro 2019

Sim, já deves ter ouvido a grande polémica que se levantou este ano, quando nenhumas mulheres realizadoras foram nomeadas para os OSCARS™. Na verdade, nos últimos anos não há cerimónia dos OSCARS™ que não dê em dezenas e dezenas de artigos, contra, a favor, nem contra nem a favor… Mas nós aqui no Canal Hollywood, este ano decidimos ser a Suíça do cinema e esquecer as polémicas. Vamos, isso sim, pegar no problema e dar-lhe uma solução: hoje vais ficar a conhecer as mulheres realizadoras que achamos que vão dar que falar nos próximos tempos. E que tal?

 

Anahita Ghazvinizadeh

Retrato de Anahita Ghazvinizadeh

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Anahita Ghazvinizadeh é uma realizadora iraniana que trabalha a partir de Chicago e tem impressionado no circuito internacional com o seu filme They (2017), nomeado para a Palma Queer em Cannes. A jovem realizadora e argumentista (tem apenas 29 anos), estudou com o enorme Abbas Kiarostami, e tem-se dedicado a trabalhar em filmes com crianças. A sua primeira curta, Needles (2013), ganhou o prémio Cinefondation em Cannes e abriu uma carreira que vai fazer virar muitas cabeças. Afinal, não são todos os cineastas que começam o seu percurso com prémios num dos festivais de cinema mais importantes do mundo.

 

Reed Morano

Retrato de Reed Morano

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Já viste, com certeza, o trabalho desta realizadora, diretora de fotografia e produtora. Com uma carreira que começou na direção de fotografia (e que lhe deu créditos em Lemonade (2016) de Beyoncé, por exemplo), tem sabido escolher os projetos e os desafios a dedo. Teve a oportunidade de realizar o piloto e os primeiros dois episódios da série incrível História de uma Serva (de que já te falámos aqui) e no ano passado estreou o seu primeiro filme Agora Estamos Sozinhos (2018). No momento em que estás a ler estará a trabalhar na sua próxima longa, um filme de ação e espiões no feminino, com Blake Lively e Jude Law, chamado The Rythm Section. Se isto não te convence que é uma daquelas mulheres realizadoras que vai fazer história, então não mereces ver os seus filmes.

 

Ana Lily Amirpour

Retrato de Ana Lilly Amirpour

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Já falámos aqui nesta realizadora iraniana, nascida em Inglaterra. Em 2014 irrompeu no mundo das longas com Uma Rapariga Regressa de Noite Sozinha a Casa, um filme de vampiros que mistura várias influências e que levou muitos críticos a dizerem que Amirpour é a nova Tarantino ou Jarmusch. Mas Amirpour decidiu provar ao mundo que não é parecida com ninguém e a seguir subiu a parada com The Bad Batch – Terra Sem Lei (2016), uma história distópica onde um canibal decide quebrar aquela regra que ouvimos desde pequenos: não brinques com a comida. Das nossas mulheres realizadoras, Amirpour é talvez aquela que mais expressão tem tido no circuito comercial e mal podemos esperar para ver o que vem aí.

 

Sarah Adina Smith

Retrato de Sarah Adina Smith

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Sarah Adina Smith, licenciada em filosofia, tem uma atração por tudo o que é místico, espiritual e surreal. Assim, quando fez The Midnight Swim (2014), não se esquivou a fazer um filme denso, misterioso, que está entre o horror e o suspense de uma forma como há muito não víamos no cinema. Esta sua dedicação às temáticas que exploram as mulheres e as relações que estabelecem entre elas, levou a que fosse convidada para realizar a adaptação para a televisão de Hanna (2019), a história da miúda que foi treinada para ser a assassina mais temível do mundo, apesar do seu ar inocente.

 

Atsuko Hirayanagi

Retrato de Atsuko Hirayanagi

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Atsuko Hirayanagi nasceu no Japão, mas com 17 anos mudou-se para os Estados Unidos para estudar produção de cinema, e acabou por ficar. Esta sua experiência de emigrante mostrou-se este ano decisiva na sua carreira, uma vez que da sua história pessoal surgiu a ideia para a curta-metragem que levou 26 prémios em 2014 e que deu origem à sua primeira longa, Oh Lucy! (2017). Quando foi para os Estados Unidos, Atsuko Hirayanagi não falava bem inglês e isso fez com que se isolasse e comunicasse muito pouco com as pessoas que a rodeavam. Desta sua situação criou a personagem de Lucy, uma emprega de escritório japonesa, infeliz na sua vida quotidiana, que se apaixona pelo seu professor de inglês e o segue numa viagem alucinada pelos Estados Unidos. Oh Lucy! tem dado que falar no circuito internacional e esperamos coisas muito boas desta última das nossas mulheres realizadoras.

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