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Explicamos-te a anatomia de um grande filme de terror

11 Agosto 2017

 

Imagem da rubrica Anatomia de

Nós sabemos que gostas de um bom filme de terror: aquela música de deixar os cabelos em pé, as pipocas a saltar pelo ar e a sensação de que estás a ser observado (e que dura pelo menos durante uma semana a seguir à sessão).

Como todos os géneros que nos continuam a afetar película após película, um filme de terror tem uma anatomia própria, uma série de elementos que garantem aquele arrepiozinho no momento certo, e aquele salto de um metro e meio mesmo quando não estás à espera (esse salto chama-se jump scare, já agora).

Comecemos pelo elemento invisível que mais mexe connosco: a música. Um estudo chegou à conclusão que um filme de terror com uma música relaxante e alegre não assusta ninguém, por isso já podes imaginar que a música que ouves em filmes como O Tubarão (1975) ou Psico (1960), foi extremamente bem estudada. O segredo? Dissonâncias, violinos e instrumentos estranhos.

O ângulo da camara também é essencial para te dar aquela sensação de ai-que-isto-vai-mesmo-acontecer. Um dos truques mais populares é usar uma câmara de mão, o que dá ao espectador uma sensação de proximidade com a cena e, portanto, o torna mais vulnerável a sentir-se verdadeiramente em perigo. Isto foi muito bem usado em filmes como o REC (2007) ou O Projecto Blair Witch (1999). Por outro lado, os ângulos de camara oblíquos e muito baixos criam medo e uma sensação de impotência na audiência, fazendo-os sentir muito pequeninos face ao perigo que estão a enfrentar.

Mas, e as personagens? Sim, o vilão é uma das partes mais importantes de um filme de terror. Para já, tem que ser uma personagem que pareça saída dos teus piores pesadelos. Freddy Krueger ou mesmo o Tubarão são bons exemplos disso. Depois, tem que ter uma característica absolutamente grotesca e ser facilmente reconhecível. Por exemplo, apostamos que nunca mais pudeste ver um triciclo sem te interrogares se o bonequinho malvado do Saw – Enigma Mortal (2004) estará por perto, não é? No fundo, um bom vilão tem que ser reconhecível à distância e tem que ser mau, muito mau.

Por último, explicamos-te a arte do jump scare. Um jump scare é quando tudo parece bem, mas de repente surge um som. O protagonista fica intrigado, depois assustado, mas depois repara que foi só o cão. Quando finalmente relaxa e continua a ler o artigo superinteressante no blog do Canal Hollywood, é ferozmente atacado pelo Piloto, que entretanto já se transformou num lobisomem sedento de sangue. Et voilà, um jump scare, bem explicadinho.

Se andas com vontade de apanhar um valente susto, fica atento ao Canal Hollywood. Este mês temos algumas pérolas para te pôr a tremer. Dorme bem, e bons sonhos.

 

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