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Cinematografia – os responsáveis pela beleza da imagem em movimento

25 Janeiro 2018

Imagem da Rubrica Nem So de Estrelas E Feito Um Filme

Se os realizadores sonham os filmes e os atores os interpretam, são os diretores de cinematografia ou fotografia que os inventam. Se não sabes bem de quem estamos a falar, nós explicamos-te:  o cinematógrafo ou diretor de fotografia, como é mais comum chamar-lhe, é a pessoa que pensa como contar o filme visualmente. Ajuda o realizador a tornar realidade aquilo que quer mostrar, ao trabalhar com a luz, os filtros de cor, as lentes, os movimentos de câmara e a profundidade de plano. Podemos dizer que é uma das profissões mais importantes num set e, por norma, quando um realizador encontra o seu diretor de fotografia, nunca mais o deixa escapar. Hoje trazemos-te cinco homens que sabem tudo o que há para saber sobre a imagem em movimento.

 

Emmanuel Lubezki

Cena de A Arvore da Vida

Oscars: 3

Abrimos a nossa lista com Emmanuel Lubezki, o diretor de fotografia favorito de Alejandro Iñárritu, Alfonso Cuarón e Terrence Malick. Lubezki é responsável por alguma da cinematografia mais espantosa e tecnicamente engenhosa dos últimos anos: as imagens suaves e focadas de A Árvore da Vida (2001), a magia de “gravar o espaço” em Gravidade (2013) e o milagre de recriar um único longo plano em Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014). Na realidade, Lubezki é um diretor de fotografia old school e os longos planos são uma das suas especialidades. Uma curiosidade? Faz parte de um grupo muito restrito de diretores de fotografia que ganharam três Oscars. Inclusivamente, ganhou-os de seguida com Gravidade, Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) e The Revevant: O Renascido (2015).

 

Robert Elswit

Cena de Havera Sangue

Oscars: 1

Robert Elswit pode ser um nome bem menos conhecido do que o nosso Lubezki, mas não te deixes enganar: este rapaz é mesmo um dos pesos pesados da cinematografia. Já nos trouxe filmes tão deslumbrantes como Haverá Sangue (2007), pelo qual ganhou um Oscar, Missão Impossível: Nação Secreta (2015), Magnolia (1999) ou Boogie Nights (1997). Por esta lista de filmes já se percebe que é o diretor de fotografia favorito de Paul Thomas Anderson, que gosta da forma como consegue pensar nos planos longos e do facto de ainda ser adepto do analógico. É caso para dizer, em equipa vencedora, não se mexe.

 

Chung-hoon Chung

Cena de Este E O Meu Sangue

Oscars: 0

Chung-hoon Chung é sul-coreano e nos últimos anos tem vindo a tomar os Estados Unidos de assalto à mão armada (com uma câmara de filmar e muita sensatez). Começou a trabalhar na Coreia do Sul em filmes de culto como Oldboy – Velho Amigo (2013) e Vingança Planeada (2005) e acompanhou o seu realizador favorito, Chan-wook Park, até às produções internacionais. No último ano trabalhou no remake do filme de terror It (2017). Apaixonado pelo analógico e pela iluminação como forma de manipular as cores (não gosta de manipular certos elementos em pós-produção), ainda não tem nenhum Oscar na estante, mas aqui no Canal Hollywood apostamos que está para breve.

 

Robert Richardson

Cena de Kill Bill Vol. 1

Oscars: 3

Robert Richardson é o diretor de fotografia mais nomeado da nossa lista: 9 nomeações para os Oscars por Melhor Cinematografia, com três vitórias retumbantes por JFK (1991), O Aviador (2004) e A Invenção de Hugo (2011). É o favorito de Tarantino para pensar a cinematografia dos seus filmes e também colabora frequentemente com Oliver Stone e Scorsese. De Tarantino diz que é um dos realizadores com quem mais gosta de trabalhar, porque lhe permite trabalhar a cor de uma forma que não é de todo o seu estilo. Se te lembras de filmes como Kill Bill – A Vingança (Vol.1) (2003), Django Libertado (2012) ou Os Oito Odiados (2015), já deves ter percebido que só lhes faz bem sair da sua zona de conforto.

 

 

Gordon Willis

Cena de O Padrinho

Oscars: 1 Oscar honorário por trabalhar a luz, a sombra, a cor e o movimento com mestria.

É indiscutível que os filmes da trilogia do Padrinho são dos mais belos alguma vez feitos. Desde o enredo, adaptado dos livros de Mario Puzo, ao guarda-roupa e à luz e cores usadas, são filmes sublimes. Ora, Gordon Willis é o responsável pela cinematografia dos três e só foi nomeado para um Oscar pelo terceiro! Trabalhou com Francis Ford Coppola, Woody Allen e Alan J. Pakula e ficou conhecido como o Príncipe das Trevas, por usar uma técnica de iluminação que usava as sombras para tapar parcialmente os olhos das personagens. Este mestre da imagem em movimento aprendeu o básico do cinema no Vietname, quando fez parte da unidade de cinema da Força Aérea. Em 2010, a Academia decidiu homenageá-lo com um Oscar honorário por uma carreira fora do comum que, no seu ponto alto (de 71 a 77) e sem ganhar qualquer prémio, veio a trabalhar em filmes que arrecadaram 39 nomeações e 19 vitórias nos Oscars no seu conjunto.

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