Crónicas
Cláudio Ramos
Apresentador e Blogger

O nosso vizinho Michael (?)

25 Maio 2017

retrato-de-claudio-ramos-a-sorrir

Esta semana, arrastado por uns amigos fãs da saga dos filmes Alien, dei por mim metido no cinema a ver o novo Alien: Covenant (2017). “Vais gostar”, garantiam eles. Pois eu, à partida, já sabia que não, apesar da grande produção, de todos os sustos e dos efeitos especiais e de o filme ser eficaz, mas eu nestas coisas sou como o Salvador Sobral. Para ele a música não é fogo-de-artifício, para mim o cinema não são foguetes e luzes e som. São sobretudo histórias que nos contam e o que os atores nos transmitem, naquelas duas horas que passamos com eles. No fim do filme eles gostaram daquilo tudo, eu gostei da atuação do Michael Fassbender. O ator interpreta dois robôs iguais, mas consegue só pelo olhar fazer-nos perceber quem é o David e quem é o Walter e rouba mais uma vez todas as cenas em que entra.

Há alguns anos cruzei-me com o Fassbender (no cinema claro!) e não o quis largar, muito antes do hype criado com o ator, que começou a ser convidado para todos os filmes que podia fazer. Já não sei se vi primeiro o impressionante Fome (2008), em que ele perde 14 quilos para interpretar Bobby Sands, um membro do IRA que em 1981 enfrentou uma greve de fome de 66 dias, ou se foi o Shame – Vergonha (2011), onde tem dos mais portentosos trabalhos da carreira – um homem discreto e solitário que esconde uma obsessão por sexo.

O filme devia ter-lhe valido a primeira nomeação para os Oscares (ficou-se pela nomeação aos Globos de Ouro). É um projecto demasiado alternativo e a personagem foi incómoda demais para os membros da Academia na altura (agora já se acham muito mais modernos – olhemos para os prémios deste ano). Mas o terceiro trabalho do ator com o realizador Steve McQueen trouxe-lhe a nomeação merecida para um Oscar de Melhor Ator Secundário: 12 Anos Escravo (2013) que passou ontem no Canal Hollywood.

Fassbender faz de fazendeiro esclavagista, cruel e detestável. Faz-nos odiar Edwin Epps, mas tem mais uma vez uma interpretação notável e impressionante, tanto emocional como fisicamente. Ele transmite um magnetismo que é raro encontrar nos atores (não é por coincidência que interpretou o jovem Magneto nos últimos filmes dos X-Men).

Pois então, ficámos a saber que este ator alemão, que além de formidável, sexy, cheio de pinta e com uma família linda – a mulher é a bonita e talentosa atriz Alicia Vikander – comprou uma casa de luxo em Lisboa. A moradia de sonho (e está mesmo só ao alcance dos nossos sonhos!) estará concluída no próximo ano, mas será possível cruzar-mo-nos com o ator a apanhar o eléctrico 28, no mercado a comprar peixe ou num miradouro a ver o pôr do sol. E aí, quem sabe, convidá-lo para comer um pastel de Belém, entrevistá-lo para o meu blog (Eu Cláudio), enquanto bebemos uma bica numa esplanada e damos um dedo de conversa… sobre filmes, claro está! E assim, já tenho mais um bom motivo para voltar às minhas aulas de inglês!

Neste Dia Mundial do OVNI levamos-te ao espaço

Neste Dia Mundial do OVNI, podemos dar um passeio na Millenium Falcon?

25/5/2017 LER MAIS

Fintar o Amor, o filme que vai deixar-te de coração nas mãos

Fintar o amor é uma coisa difícil. Dizem-nos os filmes e a cultura popular que quando o amor bate, não nos conseguimos desviar.

25/5/2017 LER MAIS

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *