Atualidade

Festival de Cannes e os escândalos do passado

10 Maio 2017

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Ainda o Festival de Cannes não começou e já criou polémica quando, em Março, foi revelado o cartaz deste ano, vendo-se uma Claudia Cardinale mais delgada do que a conhecemos no ecrã. As críticas choveram sobre a organização e gerou-se uma grande discussão em torno dos malefícios do Photoshop.

Magrezas e retoques à parte, o que é facto é que Cannes não é conhecido por ser um festival discreto. Desde sempre que tem sido marcado por três coisas: grandes filmes, grandes egos e grandes escândalos.

Corria o ano de 1960 e Federico Fellini lançava A Doce Vida e ofendia mortalmente a Igreja Católica, que acusava o filme de gozar com a vida de Cristo. Para provar que o júri do Festival de Cannes gosta mesmo é de escandalizar, o filme acabou por ganhar a famosa Palma de Ouro.

Ainda nos lembramos todos de Lars von Trier, o enfant terrible do cinema dinamarquês que, em 2011, afirmou que era nazi. Ou da reação que Anticristo (2009) provocou sobre a audiência: muito riso, muito horror e uma chuva de assobios.

Ainda em Cannes, em 2002, lembramos que Gaspar Noé conseguiu esvaziar a sala de cinema com as cenas chocantes de Irreversível.

Em 2013, o filme Ladrão de Casaca (1955) tornou-se realidade quando um colar avaliado em 2,5 milhões de dólares desapareceu durante uma festa em que estavam presentes quase 100 seguranças e outros tantos polícias. Se fosse vivo, Cary Grant estaria a bater palmas!

Este ano o Presidente do Júri é Pedro Almodóvar, um realizador que trata o escândalo por tu, ou não fosse ele o autor de vários filmes que deixaram o público de boca aberta. Acompanha-nos e à nossa atualidade, pois talvez muito venha a acontecer antes que se guarde a passadeira vermelha este ano!

 

  • Ladrão de Casaca / quarta-feira 3, 08:15 e quinta-feira 4, 06:55

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